Prefeito Farid Madi coloca 45 vias de volta ao mapa de investimentos urbanos em Guarujá

Vinte anos depois de passar pelas ruas que ajudou a transformar durante seu primeiro mandato, em 2006, o prefeito de Guarujá, Farid Madi voltou a percorrer essas regiões. Desta vez, para acompanhar um novo ciclo de recuperação da malha viária, que contempla 45 ruas, avenidas, becos, travessas e vielas, em uma área estimada de 71.910 metros quadrados.
As 45 vias passarão por serviços de recomposição e estão associados às intervenções executadas pelo Consórcio Performance ERD, contratado pela Sabesp. A Prefeitura de Guarujá acompanha os trabalhos para garantir que, após a abertura das ruas necessária à implantação e à melhoria das redes, o pavimento seja devidamente recuperado pelas empresas responsáveis pelas obras.
A execução e a fiscalização municipal são acompanhadas tecnicamente pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras (Seinfra), que verifica a qualidade da recomposição e o cumprimento das obrigações relacionadas às intervenções nas vias públicas.
A área prevista equivale a aproximadamente 9 km de vias, considerando uma largura média de oito metros. O pacote inclui regiões como Areião, Perequê, Barreira do João Guarda, Primavera, Mar e Céu, e Sítio do Outeiro, entre outras localidades.
Maiores trechos
O mapa contempla desde grandes avenidas até pequenos acessos que estruturam a circulação interna dos bairros. O maior trecho individual está no Perequê, com 22 mil m² da Avenida Rio Amazonas. Já o Areião concentra 20.156 m², distribuídos por 28 logradouros.
Durante a vistoria, realizada na última segunda-feira (28), o prefeito destacou a relação entre os investimentos atuais e o trabalho realizado duas décadas atrás. “Foi no meu primeiro mandato que asfaltamos as ruas aqui do Areião, Vila Rã e Sossego e todos os acessos para o bairro. Vinte anos depois, estou aqui de novo revitalizando todo o bairro, e estou muito feliz”, afirmou o prefeito, que vistoriou o início das obras ao lado do vice-prefeito Toninho Salgado e da vereadora Ariane Paes, moradora do Areião.
“Não queremos remendo, queremos pavimentação”, cobra Farid
A determinação para que as vias sejam recuperadas faz parte do acompanhamento municipal das obras de saneamento. A Prefeitura fiscaliza a execução para garantir que os locais que sofreram intervenções sejam devolvidos à população com pavimentação adequada, evitando soluções provisórias ou reparos pontuais onde a recomposição integral for necessária.
"A Sabesp fez as obras de saneamento e ligação de água. Concluída essa fase, nós estamos aqui cobrando, porque a Sabesp vai ter que recapear e fazer todo o asfalto novo. Estamos fiscalizando e acompanhando para entregar o melhor resultado para os moradores. Não queremos remendo, queremos pavimentação”, afirmou Farid.
A operação representa um novo ciclo de infraestrutura em regiões que passaram por transformações ao longo das últimas duas décadas. Para o prefeito, a recuperação das vias acompanha o crescimento dos bairros e as novas necessidades de circulação da população.
“A cidade muda, os bairros crescem e a infraestrutura precisa acompanhar. O que estamos fazendo aqui é recuperar aquilo que precisa ser recuperado e garantir que a população tenha uma via melhor, com mais segurança e qualidade para circular”, completou.
Universalização amplia investimentos em saneamento
A exigência e fiscalização da Prefeitura para que seja feita a recuperação viária ocorre em paralelo a um ciclo de investimentos em saneamento anunciado pela Sabesp. A empresa informou que seu plano para o período de 2024 a 2029 prevê cerca de R$ 70 bilhões em investimentos com foco na ampliação do abastecimento de água, da coleta e do tratamento de esgoto e na segurança hídrica. O novo contrato de concessão antecipou para 2029 as metas de universalização nos municípios atendidos.
Na Baixada Santista, o Governo do Estado anunciou R$ 7,5 bilhões em investimentos até 2029 para enfrentar desafios estruturais de abastecimento e ampliar a infraestrutura de saneamento. Entre as obras estratégicas está a adutora Santos-Guarujá, com travessia subaquática sob o Canal do Porto e investimento informado de R$ 134,7 milhões, destinado a reforçar a segurança hídrica e aumentar a flexibilidade operacional do sistema que atende Guarujá.
“Esses investimentos são executados por meio de diferentes contratos e empresas, de acordo com cada frente de serviço. Por isso, a Prefeitura ressalta que a recuperação das vias deve ser tratada como parte indissociável dessas intervenções”, observa o secretário Adjunto de Infraestrutura e Obras, Marcelo Mariano. “Quem executa obras que exigem cortes, escavações ou abertura do pavimento também deve promover a recomposição adequada da área afetada, conforme as obrigações aplicáveis a cada contrato e intervenção”, complementa.




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