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Itaquá avança para nível A em indicador nacional de capacidade para gestão de riscos e desastres

Foto do escritor: Reportagem Em Pauta
Reportagem Em Pauta
28 de set.
3 min de leitura

Itaquaquecetuba alcançou a faixa A, considerada de alta capacidade, no Indicador de Capacidade Municipal (ICM), do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional. Na avaliação federal mais recente, o município atende a 18 das 20 variáveis consideradas pelo indicador.


O resultado consolida uma evolução registrada em pouco mais de um ano. Nesse período, Itaquá passou da faixa C para B e, posteriormente, para A, ampliando e qualificando instrumentos voltados à gestão de riscos, à prevenção e à preparação para situações de emergência e desastres.


Criado pelo governo federal, o ICM acompanha a capacidade dos municípios de prevenir, mitigar, preparar-se, responder e se recuperar diante de situações de risco. A avaliação reúne 20 variáveis distribuídas em três dimensões: instrumentos de planejamento e gestão; coordenação intersetorial e capacidades; e políticas, programas e ações.


Entre os critérios estão a existência de Plano Municipal de Redução de Riscos, mapeamento de áreas vulneráveis, planos de contingência, estrutura da Defesa Civil, previsão orçamentária, capacitação de equipes, núcleos comunitários, ações preventivas e sistemas de monitoramento e alerta.


A metodologia considera ainda o porte e o perfil de risco de cada cidade. Por isso, a classificação não depende apenas da quantidade de instrumentos existentes, como também da distribuição entre as dimensões.


Na avaliação mais recente, Itaquá alcançou sete dos oito itens de planejamento e gestão, seis dos sete de coordenação intersetorial e capacidades e cinco dos cinco de políticas, programas e ações, somando 18 das 20 variáveis atendidas.


"Alcançar a faixa A demonstra que a gestão de riscos precisa ser tratada como uma política permanente. Temos trabalhado para aprimorar procedimentos, integrar as equipes e ampliar a capacidade de prevenção para que o município esteja preparado para agir com rapidez e organização sempre que necessário", afirmou o subsecretário de Defesa Civil, Anderson Marchiori.


O Plano Municipal de Redução de Riscos (PMRR), desenvolvido em parceria com a Unicamp e o Ministério das Cidades, foi concluído em 2025 e identificou os setores com situações como inundações, enchentes, alagamentos, solapamento de margens e deslizamentos. O documento também estabelece propostas de medidas para reduzir os riscos.


A preparação também envolve a participação da comunidade. Em dezembro de 2025, 30 voluntários do Núcleo de Proteção e Defesa Civil (NUPDEC) concluíram 80 horas de formação, fortalecendo a atuação comunitária em ações de prevenção e preparação para situações de emergência.


Paralelamente, as equipes municipais vêm ampliando a capacitação técnica. Ao longo de 2026, agentes da Defesa Civil participaram de treinamentos voltados a resgate em ambientes confinados, combate a incêndios em áreas de vegetação e operações com botes em situações de enchentes e inundações.


Outro componente dessa estrutura é o monitoramento. O Centro de Operações de Emergências passou por modernização e mantém acompanhamento contínuo de situações como chuvas intensas, enchentes, alagamentos, estiagem, queimadas e ventos fortes. A estrutura permite reunir informações, apoiar a tomada de decisão, acionar equipes e articular os diferentes órgãos envolvidos nas ocorrências.


O município também conta com planos de contingência específicos para períodos e situações de maior risco, estabelecendo procedimentos e responsabilidades para a atuação integrada dos setores públicos.


Para o prefeito Eduardo Boigues, a proteção da população exige atuação integrada e permanente. "O avanço no indicador mostra que estamos fortalecendo uma estrutura que envolve Defesa Civil, planejamento, obras, tecnologia, assistência, meio ambiente e outras áreas. Nosso compromisso é continuar aprimorando esse trabalho e transformar planejamento em ações concretas de proteção."


A classificação A, no entanto, não significa que Itaquá esteja livre de riscos ou imune à ocorrência de desastres. O indicador reconhece é o grau de estruturação do município para identificar vulnerabilidades, planejar ações, preparar equipes e organizar respostas diante dessas situações.


Nesse sentido, a evolução de C para B e, agora, para A representa o fortalecimento gradual de uma política municipal de proteção e defesa civil. O próximo passo é manter essa capacidade em constante aprimoramento, com atualização dos instrumentos, qualificação das equipes, aperfeiçoamento do monitoramento e execução das medidas necessárias para reduzir riscos.


"O resultado do ICM reforça uma diretriz que orienta a gestão de riscos: a proteção da população começa antes da emergência. Planejar, antecipar cenários e preparar respostas são medidas essenciais para tornar Itaquá cada vez mais resiliente e preparada", finalizou o prefeito.

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